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30º Conecef aprova pauta específica para a Caixa

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Aprovada a minuta específica 2014 da CaixaO 30º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa Econômica Federal (Conecef), encerrado no último domingo (8), no Hotel Holiday Inn, no Parque Anhembi, em São Paulo, definiu a pauta de reivindicações específicas a ser negociada com a direção do banco na Campanha Nacional dos Bancários 2014 e na mesa de negociações permanentes.

O evento reuniu 360 delegados, dos quais 230 homens e 130 mulheres. Houve respeito à cota de gênero de 30%, podendo chegar a 50% em 2015 com a obrigatoriedade de 40%. O Pará foi representado por uma delegação composta por 6 membros (3 homens e 3 mulheres) e participou ativamente do Conecef.

“Um debate específico muito importante nesse ano foi sobre a necessidade de critérios para comissionamentos e descomissionamentos na Caixa, tendo em vista que a falta destes têm sido um problema recorrente no banco em todas as regiões do país. Nossa luta central esse ano será por melhores condições de trabalho no banco”, afirma o diretor do Sindicato dos Bancários do Pará e empregado da Caixa, Heider Alberto.

Diretora Tatiana Oliveira durante intervenção no CONECEF“Nossa delegação participou ativamente do Conecef, onde reforçamos a importância de ampliarmos a participação das mulheres nos fóruns de base dos empregados da Caixa, de abertura de mais agências e contratação de mais bancários e bancárias para a Caixa, para termos mais Caixa para o Brasil. Além disso, pautamos a necessidade de estarmos na construção do Plebiscito Constituinte pela Reforma Política Nacional, o que é fundamental para solidificarmos a democracia em nosso país”, destaca a diretora do Sindicato dos Bancários do Pará e empregada da Caixa, Tatiana Oliveira.

Os delegados do 30º Conecef reafirmaram a estratégia de campanha nacional unificada dos trabalhadores dos bancos públicos e privados, bem como aprovaram o apoio à reeleição de Dilma Rousseff para a Presidência da República, como forma de buscar ampliar as conquistas sociais e impedir a volta do projeto neoliberal.

Foram aprovadas ainda moções de apoio à plataforma de reivindicações dos trabalhadores para os candidatos às eleições deste ano. Entre as principais propostas estão o fim do fator previdenciário, contra a privatização do patrimônio público, mais contratações na Caixa para melhorar as condições de trabalho, o fim da terceirização e dos correspondentes bancários, a defesa da Caixa como banco público, a reforma agrária, o fim das isenções fiscais das grandes empresas e mais verbas para educação, saúde e transporte público.

Intensificar a luta por mais contratações

Uma das principais deliberações diz respeito à intensificação da luta por novas contratações. O propósito é para que a Caixa atinja o mínimo de 130 mil empregados, tendo em vista dois fatores: a substituição dos trabalhadores terceirizados e o aumento das demandas em razão da ampliação dos programas sociais do governo federal.

Uma constatação: a política de contratação de pessoal, além de urgente, tem estreita relação com condições dignas de trabalho e reforça ainda o papel da Caixa como agente de políticas públicas, sem negligenciar as funções de banco comercial.

Outra prioridade será a luta pelo fim do trabalho gratuito, com jornada de 6h para todas as funções sem redução salarial e com extinção do registro de horas negativas no Sistema de Ponto Eletrônico (Sipon).

A questão da carreira esteve em debate. Nesse particular, uma das reivindicações é a criação de um comitê de acompanhamento dos Processos Seletivos Internos (PSIs) e do Bancop, com a participação dos empregados. Também será reivindicada a concessão de um delta a cada dois anos pelo período em que não houve promoção por mérito nos Planos de Cargos e Salários (PCSs) de 1989 e 1998.

Isonomia de direitos

Na Campanha Nacional 2014, conforme deliberação dos debates do 30º Conecef, um dos pontos centrais da mobilização será a isonomia entre empregados novos e antigos, com a extensão da licença-prêmio e do anuênio para todos os trabalhadores. Foi aprovada, para isso, a realização de um encontro nacional da isonomia, cabendo à Contraf-CUT e CEE/Caixa organizá-lo. A data indicativa é 30 de agosto de 2014.

A proposta prevê ainda que as federações de bancários realizem encontros estaduais ou regionais de isonomia para a eleição de delegados ao evento nacional, na mesma proporção do Conecef. Um dos objetivos é deliberar e organizar uma agenda nacional de mobilização.

Fim do assédio moral e melhorias no Saúde Caixa

O 30º Conecef aprovou também o fortalecimento da luta pelo respeito à jornada de trabalho. Nos debates em grupos, os delegados do evento reafirmaram que a extrapolação do horário de trabalho, o assédio moral, as metas abusivas e a pressão por produtividade são elementos que mais impactam negativamente na saúde do trabalhador da Caixa e precisam ser combatidos para melhorar as condições de trabalho e trazer qualidade de vida aos empregados.

Foram aprovadas ainda a necessidade de ampliação dos serviços do Saúde Caixa e o melhoramento da sua rede credenciada, assim como a criação de um programa de fornecimento de medicamentos com preços diferenciados, além da otimização da gestão do plano. A proposta é de que sejam criadas estruturas específicas do Saúde Caixa e Saúde do Trabalhador, tendo no mínimo uma por estado e com representação nas Superintendências Regionais (SRs).

Foi referendada a importância da destinação do superávit do Saúde Caixa para melhorias na cobertura de atendimento e na rede credenciada do plano. Quanto à eleição de representantes dos empregados no Conselho de Usuários do Saúde Caixa, a deliberação é para que seja estabelecido quórum mínimo de 50% mais um em turno único.

Mais democracia na gestão da Funcef

A exigência de mais democracia na gestão da Funcef, sobretudo no que diz respeito ao fim do voto de Minerva nas instâncias de decisão (conselhos e diretoria), também esteve presente nos debates do 30º Conecef. Será dada ênfase para a luta contra o uso desse instrumento antidemocrático, como também por mudança na legislação, de modo a promover a completa extinção do voto de Minerva. Outra luta é pelo fim do fator previdenciário.

O plenário do 30º Conecef aprovou ainda dois outros itens: a necessidade de estudar e analisar o aperfeiçoamento do processo das eleições na Funcef, para que seja apreciada no Conecef do próximo ano. O objetivo, nesse caso, é constituir um GT com o compromisso de elaborar uma proposta de melhoria do regimento eleitoral da Fundação. Também foi aprovada a convocação de representantes de entidades e de tendências políticas que atuam no movimento, para que seja feita uma imersão na Funcef, a quem caberá abrir os arquivos sobre investimentos e outras questões consideradas pertinentes.

Outras importantes deliberações foram a conclusão do processo de incorporação do REB pelo Novo Plano, o fim das discriminações aos participantes do REG/Replan não-saldado, a justiça às mulheres pré-79 e a composição dos órgãos de gestão da Funcef apenas por empregados da Caixa participantes da Fundação, dentre outras.

Foi aprovada a luta pelo reconhecimento por parte da Caixa do Complemento Temporário Variável de Ajustes de Mercados (CTVA) como verba salarial para fins de aporte à Funcef.

Ainda foi aprovada a intensificação da campanha entre os empregados para que aumente o número de participantes da Funcef. Hoje, a Fundação ostenta a marca de 135 mil participantes.

Mais seguranças nas agências e postos

O congresso aprovou diversas reivindicações relativas à segurança bancária, com destaque para a retomada do modelo de agência segura pela Caixa, instalação de portas giratórias com detector de metais em todos os estabelecimentos, colocação de divisórias entre os caixas, proibição de transporte de valores por bancários e fim do atendimento de empregados no espaço dos caixas eletrônicos das agências.

Será reivindicado à Caixa o cumprimento do plano de segurança aprovado pela Polícia Federal. Nesse caso, as agências não devem ser abertas caso o plano não seja cumprido em todos os seus pontos.

Organização do movimento

No debate referente à organização do movimento, um dos principais destaques é a manutenção do atual modelo de realização do Conecef: os delegados são eleitos em fóruns preparatórios de caráter regional ou estadual, na proporção de 1 para 300 empregados por estado. Foi aprovada a meta de 50% de participação das mulheres no próximo congresso. As entidades sindicais devem levar no mínimo 40% de gênero para o evento.

O aumento da participação das mulheres nos eventos que representam a categoria vem sendo construído gradativamente. No Conecef deste ano, as entidades trouxeram 40% de integrantes mulheres, com a obrigatoriedade mínima de 30%. Também foi reafirmada a proposta de realização do Conecef no primeiro semestre de cada ano.

Fico u mantido o formato atual da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), ficando assim a composição dessa instância: um representante da Contraf-CUT, um representante de cada federação e um representante dos aposentados indicado pela Federação Nacional das Associações de Aposentados e Pensionistas da Caixa (Fenacef). A coordenação ficará a cargo de Fabiana Matheus.

Na lista ainda das reivindicações específicas, uma das prioridades é a luta pela recomposição do poder de compra dos salários. Os debates do 30º Conecef, de acordo com a coordenadora da CEE/Caixa, trouxeram grande contribuição à organização do movimento e à Campanha Nacional de toda a categoria bancária.



Fonte: Bancários PA, Rede de Comunicação dos Bancários, Contraf-CUT e Fenae

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Fabiana Matheus, a primeira mulher assume a coordenação da CEE/Caixa

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"Mulheres: não desistam, persistam, porque lugar de mulher é em todo lugar". É sem desistir e persistir sempre que Fabiana Matheus marca o seu nome na história como a primeira mulher a ocupar a coordenação da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa Econômica Federal (CEE/Caixa).

Do interior de São Paulo, da cidade de Bauru, a bancária da Caixa desde 1989 decidiu mudar a realidade, reconhecendo que o empoderamento das mulheres ainda é um grande desafio no Brasil.

Apesar da primeira mulher também ter chegado ao cargo mais alto da nação, apenas 9% das cadeiras do Congresso Nacional, por exemplo, são ocupadas por elas. Além disso, o Brasil está em 156º lugar, num total de 188 países, em relação à representação feminina no Poder Legislativo, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

'Não estamos trocando receitas' - Formada em Ciências Contábeis, Fabiana mostra que os números não causam medo e que as estatísticas vão tomando outra forma e outras cores a partir da base sindical.

"Participei das primeiras reuniões em que se discutia as cotas no Conecef, no início dos anos 90. Muitos homens passavam pelo corredor e encaravam a mobilização das mulheres como motivo de chacota, perguntavam se estávamos trocando receitas. Ter uma mulher hoje na coordenação da CEE-Caixa é reflexo e reconhecimento de toda a nossa luta ao longo desses 30 anos", descreve Fabiana.

Paridade - O 30º Conecef aprovou a meta de 50% de participação das mulheres no próximo congresso, assim como foi estabelecido pela resolução de paridade da CUT. Este ano, as entidades trouxeram para o congresso 40% de integrantes mulheres, com obrigatoriedade mínima de 30%.

"O Conecef é vanguarda nesta discussão de gênero. Fomos um dos primeiros congressos a debater a cota de valorização de participação das mulheres e vamos continuar lutando por mais avanços".

Campanha Nacional e pautas específicas - Para a dirigente, um dos principais problemas enfrentados pelos empregados da Caixa hoje está nas condições de trabalho. "Há um grande desrespeito à jornada de seis horas, isso é quase uma utopia dentro da Caixa. Na periferia de São Paulo há agências com apenas sete empregados. A situação é caótica. Queremos que o banco aumente as contratações", reivindica.

Fabiana explica que uma das bandeiras à frente da CEE-Caixa será fortalecer o cumprimento da convenção coletiva.

"Toda hora extra feita tem de ser hora extra paga. E ninguém está reivindicando hora extra porque as consequências agem de forma direta na saúde do bancário e sabemos disso. Essa é uma discussão que a gente deve enfrentar agora, assim como a isonomia, a licença-prêmio e o anuênio. Mas também queremos garantir a mesa única na Campanha Nacional para ampliar as conquistas de todos os bancários".

Papel do banco público - Fabiana, que é também diretora de Administração e Finanças da Fenae, faz uma crítica firme ao planejamento estratégico da Caixa, que prevê se tornar o terceiro maior banco do país até 2020 e indaga: "Ser o maior banco do país em que? Estar disputando no que com o Bradesco e com o Itaú? Temos que fazer este debate. A Caixa precisa continuar com o papel de banco público, de desenvolver o país, fomentar projetos sociais e de regular o sistema financeiro".

Apoio à reeleição de Dilma Rousseff - Os delegados do 30º Conecef aprovaram por maioria de votos o apoio à candidatura à reeleição da presidenta Dilma Rousseff (PT). A proposta foi apreciada na plenária geral que encerrou o evento. 

Para Fabiana, ainda há uma série de problemas a serem resolvidos no Brasil, mas o nome e o projeto de Dilma é o que mais se identifica com as reivindicações dos trabalhadores.

"Apoiamos a reeleição de Dilma Rousseff porque acreditamos que é um projeto que está dialogando com a sociedade, com o objetivo de fazer as transformações que nosso país precisa. Temos plena consciência de que há questões que estão travadas, mas é uma candidatura que nos dá a possibilidade de continuar com avanços. Algo que não enxergamos em nenhum dos outros candidatos", explica a dirigente.

Mãe do Pedro - Ao finalizar a entrevista sobre seus planos à frente da coordenação da CEE/Caixa, Fabiana só deixou uma falha a ser corrigida, o fato de ser palmeirense. Isso pelo menos aos olhos da jornalista corintiana.

Mas o papo rápido, para quem tem muitos desafios pela frente, se encerrou com uma declaração de amor e de admiração pelo filho Pedro, que hoje na faculdade de engenharia mecatrônica pode ficar sozinho em casa e não acompanhar mais a mãe aos debates sobre a representação feminina. Mas entende que os direitos dos brasileiros precisam ser respeitados.

"Ele me surpreende a cada dia porque tem posições coerentes e avançadas para idade dele, se preocupa com os debates sobre as minorias, as cotas e o combabte à homofobia", conta a mãe, mulher, brasileira, Fabiana Matheus.

 


Fonte: Contraf-CUT

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Entidades cobram solução do governo para mulheres pré-79 da Caixa

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A diretora de Administração e Finanças da Fenae, Fabiana Matheus, a presidenta do Sindicato dos Bancários de Pernambuco, Jaqueline Mello, e a deputada federal Erika Kokay (PT-DF) estiveram reunidas, na quinta-feira, dia 29, em Brasília, com a ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci de Oliveira. Na reunião, elas solicitaram a intervenção da ministra junto à direção da Caixa Econômica Federal para buscar uma solução definitiva para a situação das mulheres pré-79.

São 3.643 mulheres que ingressaram no banco até 18 junho de 1979 e, quando solicitaram aposentadoria proporcional, ou seja, com menos de 30 anos de contribuição para a Previdência Social, foram discriminadas, passando a receber um benefício menor que os homens admitidos na empresa no mesmo período.

Na época, o regulamento dos planos de benefícios tinha como um dos seus critérios o sexo do participante na fixação do percentual sobre o qual era calculado o benefício, sendo que para os homens (30 anos de contribuição) era dado o percentual de 80% e para as mulheres (25 anos de contribuição), 70%. Posteriormente, o regulamento foi alterado pondo fim a essa distinção.

"Trata-se de uma discriminação que precisa ser resolvida e, apesar das diversas tentativas de negociação, a Caixa tem protelado uma solução", destaca Fabiana Matheus.

A deputada lembrou que trata-se de injustiça que precisa ser corrigida. "Essas aposentadas têm direito a um acréscimo de 10% no valor do complemento da aposentadoria", enfatizou Erika Kokay.

Impasse - A diretora da Fenae explicou à ministra que as instâncias de gestão da Funcef, como o Conselho Deliberativo e a Diretoria Executiva, aprovaram desde 2008 o direito das aposentadas à revisão do benefício e a necessidade do equacionamento da reserva matemática por parte da patrocinadora.

Segundo Fabiana Matheus, um dos motivos do impasse com a Caixa é que a empresa se recusa a aportar os recursos necessários para fazer a revisão, o que corresponde atualmente a cerca de R$ 480 milhões.

Atualmente tramitam na Justiça ações reivindicando a revisão do benefício e o pagamento das diferenças retroativas. O caso já foi levado ao Supremo Tribunal Federal (STF).

A assessora jurídica da Fenae, Glaucia Alves da Costa, que também participou da audiência, entregou à ministra um parecer da Procuradoria Geral da República, emitido no dia 27 de maio deste ano, que é favorável às aposentadas.

Eleonara prometeu conversar com o presidente da Caixa, Jorge Hereda, sobre a questão. Um documento relatando a luta das mulheres pré-79 foi também entregue à ministra.


Fonte: Fenae Net

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30º Conecef celebra unidade e mobilização com conquistas e desafios

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Encontro ocorre de 6 a 8 de junho com total de 465 delegadosO 30º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa Econômica Federal (Conecef) será realizado de 6 a 8 de junho, no Hotel Holiday Inn, no Parque Anhembi, em São Paulo. O mote do evento é "30 anos de unidade e mobilização, muitas conquistas e novos desafios".

O prazo para a inscrição eletrônica dos delegados termina nesta segunda-feira, dia 2 de junho, às 18h. A Contraf-CUT esclarece que o procedimento deve ser feito pelas federações, conforme orientações enviadas anteriormente para as entidades. Deve ficar garantida a cota de gênero de 30%.

Os integrantes da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa) participam do 30º Conecef na condição de delegados natos, e suas inscrições eletrônicas serão feitas pela sua respectiva federação.

Mais informações - Tal como ocorreu em anos anteriores, o Conecef será desvinculada do processo da Campanha Nacional, de modo a facilitar os debates acerca das especificidades dos empregados da Caixa, durante as negociações da mesa permanente.

Os pontos do temário do 30º Conecef são: conjuntura, papel social da Caixa, organização do movimento, saúde do trabalhador, condições de trabalho, condições de funcionamento das agências, Saúde Caixa, Funcef, aposentados, segurança bancária, jornada de trabalho, Sistema de Ponto Eletrônico (Sipon), isonomia entre novos e antigos empregados, carreira, terceirização e contratação de mais empregados.

O 30º Conecef reunirá um total de 465 delegados, entre empregados da ativa e aposentados, além dos observadores.

Teses inscritas:

Cinco teses foram inscritas para o 30º Conecef. São elas:
- ARTBAN (Articulação Bancária da Caixa),
- CSD (CUT Socialista e Democrática),
- CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil),
- Intersindical Bancária/Sindicato dos Bancários do Espírito Santo/Coletivo Avesso de São Paulo - Autonomia e Luta
- MNOB/Conlutas (Movimento Nacional de Oposição Bancária).

Encontros estaduais ou regionais - O prazo para a realização dos fóruns preparatórios termina neste domingo, dia 1º de junho. Alguns encontros estaduais ou regionais já foram realizados e outros deverão ser realizados neste fim de semana.

Encerra-se nesta segunda-feira o prazo para inscrição das delegações e para o envio dos relatórios dos fóruns estaduais, devendo essas informações serem remetidas para o e-mail da Contraf-CUT: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

Programação:

Sexta-feira (6)

14h - Abertura dos Trabalhos pela CEE/Caixa.
14h30 - Homenagem pelos 30 anos do Conecef.
15h - Votação do Regimento Interno.
15h30 - Exposição e debate sobre conjuntura.
17h - Apresentação e defesa das teses.
19h - Jantar.

Sábado (7)

9h - Instalação e início dos trabalhos dos grupos.

Grupo 1: Saúde do trabalhador e condições de trabalho / Saúde Caixa. Grupo 2: Funcef / aposentados.
Grupo 3: Segurança bancária / condições de funcionamento das agências / terceirização / carreira.
Grupo 4: Papel social da Caixa / contratação / isonomia / Sipon / jornada.

O item da "Organização do Movimento" será debatido em todos os grupos.

12h30 - Almoço.
14h - Retomada dos trabalhos.
16h30 - Plenária geral: apresentação dos relatórios dos grupos.
19h - Jantar.

Domingo (8)

9h - Plenária geral: debate sobre organização do movimento e outros assuntos.
11h - Plenária geral: conclusão dos debates sobre organização do movimento e outros.
12h30 - Plenária geral: votação das moções.
13h - Encerramento - almoço.


Fonte: Contraf-CUT com Fenae

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Contraf-CUT cobra da Caixa medidas para melhorar condições de trabalho

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Na reunião da mesa de negociações permanentes com a Caixa Econômica Federal, realizada nesta quarta-feira (28), em Brasília, a Contraf-CUT, federações e sindicatos, com assessoria da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), voltaram a cobrar medidas urgentes e consistentes para melhorar as condições de trabalho nas unidades de todo o país.

Horas extras

Na ocasião, um dos itens tratados foi o relativo ao pagamento de horas extras em agências com até 15 empregados, conforme previsto no aditivo ao Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2013/2014. A reivindicação é para que a Caixa não estabeleça dotação orçamentária para essa questão, de modo a não permitir que gestores venham a impedir os trabalhadores de fazerem a opção: ou receber pelas horas trabalhadas a mais ou compensar.

Os representantes dos empregados lembraram à Caixa que o item das horas extras nunca fez parte das reivindicações das entidades sindicais e do movimento associativo, dado que a luta sempre foi no sentido de que o banco ofereça efetivamente condições dignas de trabalho, com o devido cumprimento da jornada de seis horas por todos os bancários.

Em resposta a esses questionamentos, a Caixa afirmou entender que não há choque entre o que coloca o acordo coletivo e o que prevê a dotação orçamentária que as unidades dispõem para pagar as horas extras. Na prática, segundo a empresa, o que existe é uma espécie de controle e monitoramento dessas horas trabalhadas a mais.

Como solução para o problema, e atendendo a uma reivindicação da Contraf/CUT - CEE/Caixa, o banco ficou de divulgar uma nova orientação, dessa vez para ressaltar a cada gestor a questão do respeito aos direitos dos trabalhadores. O entendimento é de que a obrigatoriedade da compensação precisa ser descartada, como forma de evitar que as horas extras sejam utilizadas para agravar a deterioração das condições de trabalho.

Outro item questionado foi o do texto da CE 081, de 14 de abril de 2014, que estabelece os percentuais de compensação das horas extras nas demais agências. Como a circular dá margens para variadas interpretações, a Contraf/CUT - CEE/Caixa reivindicou a edição de uma nova orientação, prontamente atendida pela Caixa, que assumiu o compromisso de divulgar nova circular nos próximos dias.

Conselho de Administração

Na questão da participação do suplente do conselheiro representante dos empregados nas reuniões do Conselho de Administração (Maria Rita Serrano), outro item pendente da mesa anterior, a Caixa esclareceu não ter competência para deliberar sobre o assunto.

No entanto, a Contraf/CUT - CEE/Caixa considera importante que a empresa tenha um posicionamento quanto a essa participação, considerada salutar para o processo de democratização da gestão do banco. A coordenadora da CEE/Caixa lembrou que em outros colegiados, como o Conselho Deliberativo da Funcef, os conselheiros suplentes participam das reuniões e com direito à palavra.

Gestão de desempenho

Dado que a maioria dos pontos debatidos esteve relacionado às condições de trabalho, os representantes dos empregados cobraram ainda da Caixa transparência na adoção do programa de gestão de desempenho de pessoas, divulgado no último dia 8 de maio. Foi criticada, por exemplo, a falta de acesso direto às informações sobre esse programa, com questionamentos a respeito do aumento da competitividade entre colegas e da possibilidade de elevação dos casos de adoecimento de empregados.

A Contraf/CUT - CEE/Caixa, que não foi consultada sobre a gestão de desempenho de pessoas, lembrou também que a cultura do individual e da taxação de empregados se contrapõe frontalmente a princípios históricos defendidos pelos trabalhadores.

Diante disso, a Caixa ficou de detalhar o programa para os representantes dos empregados. Isto deverá ocorrer em data a ser agendada após a realização do 30º Conecef, marcado para o período de 6 a 8 de junho, em São Paulo.

Para Fabiana Matheus, coordenadora da CEE/Caixa e diretora de Administração e Finanças da Fenae, a falta de informação sobre procedimentos relativos a condições de trabalho deixa os empregados inseguros. Ela considera fundamental que as entidades sindicais e associativas acompanhem essa questão no cotidiano das unidades, denunciando os casos de descumprimento do acordo coletivo. "Essa atuação incisiva e permanente fará com que a Caixa cumpra o que foi negociado", ressaltou Fabiana.

Mais contratações

Outro destaque da mesa de negociação permanente foi a contratação de mais empregados. A diminuição pela Caixa do volume de contratações Brasil afora é motivo de preocupações, assim como o tamanho das dotações em vigor para as unidades novas e antigas. A falta de informações consistentes é outro problema que preocupa bastante.

O aumento da sobrecarga de trabalho é provocado ainda, segundo as entidades representativas, pelo fato de que a expansão da rede de agências não ocorre na mesma proporção do aumento das demandas, ficando nas costas dos trabalhadores a carga mais pesada da responsabilidade pelos resultados.

A Caixa, no entanto, discordou da Contraf/CUT - CEE/Caixa em relação a ter diminuído o volume de contratações. Disse que, de 2012 a abril de 2014, o número chegou a 20.811 de novos empregados contratados, dos quais 1.363 apenas neste ano. No período, de acordo com o banco, o registro é de aumento de 16,9%, passando a Caixa de 85.633 empregados (janeiro de 2012) para 99.414 (abril de 2014).

A empresa informou também que não divulga um cronograma de contratações por questão de estratégia comercial, ficando de encaminhar para a representação dos trabalhadores um relatório sobre o assunto.

Estágio probatório

A Contraf/CUT - CEE/Caixa denunciou os casos de empregados que são desligados por gestores, devido ao não cumprimento da meta de venda de produtos. Isso tem ocorrido nas diversas regiões do país e, em algumas situações, a intervenção das Gipes resolve, mas em outras não.

Como não há tratamento adequado para os procedimentos previstos na RH 002, os representantes dos empregados solicitaram um posicionamento da Caixa em relação ao estágio probatório, para que a metodologia utilizada seja de inclusão e não de exclusão do empregado, como já acontece na maioria das vezes.

Os representantes da Caixa disseram que o banco estuda a aplicação de uma ferramenta para permitir que as Gipes de cada estado sejam acionadas mais diretamente por ocasião do processo de avaliação do empregado em estágio probatório.

A empresa esclareceu que o objetivo, nesse caso, é apenas o monitoramento. Por outro lado, para que haja respeito aos direitos dos contratados, a Contraf/CUT - CEE/Caixa defendeu um maior acompanhamento em relação ao estágio probatório, uma das formas de combater uma situação de injustiça em relação aos novos contratados.

Fórum sobre condições de trabalho

Foram feitos relatos a respeito da reunião do Fórum Paritário sobre Condições de Trabalho, realizada na semana passada em Brasília e que finalizou uma proposta a ser negociada entre os representantes dos empregados e da Caixa.

A proposta prevê a constituição de fóruns no âmbito de cada Gipes para tratar das questões regionais relativas a condições de trabalho, assim como a manutenção do fórum nacional quando o debate sobre o tema necessitar de uma maior abrangência.

O objetivo desses fóruns, tanto os regionais quanto o nacional, é debater e definir ações preventivas, a serem construídas consensualmente entre a Caixa e o movimento sindical bancário. Como houve divergências em relação à proposta debatida no Fórum Paritário sobre Condições de Trabalho, uma nova reunião da mesa de negociação permanente deverá ser realizada em breve, buscando consensuar os diversos pontos.


Fonte: Contraf-CUT com Fenae

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