Por maioria, a assembleia dos empregados do Banco da Amazônia realizada na tarde desta segunda-feira, 21 de novembro, na sede do Sindicato dos Bancários do Pará e contou com mais de 300 trabalhadores da instituição, decidiu pela rejeição da nova proposta do Banco apresentada na última sexta-feira (18), durante a audiência na Procuradoria Geral do Trabalho (PGT), mas com algumas alterações enviadas por e-mail para as entidades antes da assembleia; e pela manutenção da greve, que hoje completou 56 dias, até o julgamento do dissídio coletivo movido pelo Banco no Tribunal Superior do Trabalho (TST).
A proposta do Banco da Amazônia rejeitada em assembleia previa:
- 10% de reajuste linear a ser aplicado sobre a tabela de cargos dos empregados, o anuênio e o quinquênio, sendo que 9% desse reajuste seriam aplicados a partir de setembro de 2011, e o 1% restante a partir de março de 2012;
- 9 % de reajuste sobre as demais verbas salariais;
- Equiparação do piso dos empregados ao modelo da Fenaban R$ 1.520,00 (durante a reunião na PGT a proposta do Banco foi de piso de R$ 1.400,00);
- E compensação dos dias parados na mesma fórmula do ano passado (1h compensada para cada 2h de greve), sendo que o prazo para compensação é o dia 10 de janeiro de 2012.
Outras propostas que não foram incluídas durante a audiência na PGT:
- Antecipação de R$ 500,00 referentes à PLR (essa proposta não foi apresentada na audiência na PGT);
- Antecipação do 13º salário (1º/12) e tíquete-alimentação de dezembro (25/12);
- Pagamento da diferença de tíquete e cesta alimentação (SET/OUT) para o dia 25/12;
- Pagamento da 13ª cesta-alimentação em 25/12;
Porém, a reivindicação dos trabalhadores que foi apresentada em assembleia no dia 17/11 é a seguinte:
- Reajuste de 12% em todas as verbas salariais (com reflexo em todo o PCS);
- 6% de reposição salarial referente a perdas salariais dos últimos 10 anos;
- Reajuste mínimo de 9% no reembolso do Plano de Saúde;
- Compensação dos dias parados durante a greve na mesma fórmula de 2010 (1h compensada para cada 2h de greve);
- PLR na regra de 60% linear mais 40% proporcional;
- Não desconto pecuniário dos dias parados.
“Estamos construindo uma greve de consciência no Banco da Amazônia, que hoje completa 56 dias, e a direção do Banco insiste em apresentar proposta que não dialoga com as reivindicações da categoria. A decisão democrática da assembleia é soberana e vamos seguir construindo o movimento de greve até o julgamento do dissídio coletivo no TST, ou até quando o Banco venha apresentar uma proposta a altura dos anseios de seus trabalhadores”, afirma a presidenta do Sindicato dos Bancários do Pará, Rosalina Amorim.
“Esta é uma greve histórica no Banco da Amazônia e que está mostrando para a sociedade o nível de insatisfação dos trabalhadores com o tratamento que é dado pela atual diretoria do Banco aos seus empregados. Queremos que o Banco faça um debate sério sobre o nosso PCS, sobre o Plano de Saúde, sobre a plataforma tecnológica, a contratação de mais bancários, em fim, questões fundamentais para a melhoria das condições de vida e de trabalho da nossa categoria no Banco da Amazônia. Por isso a nova proposta do Banco foi rejeitada e a greve está mantida por tempo indeterminado”, conclui o vice-presidente do Sindicato e da Fetec-CUT/CN, e empregado do Banco da Amazônia, Sérgio Trindade.
Concentração na Matriz nesta terça-feira
Nessa terça-feira, 22 de novembro, a greve no Banco da Amazônia fará 57 dias, com concentração dos trabalhadores, a partir das 8h, em frente à matriz do Banco, em Belém. A intenção dos trabalhadores é fazer um repúdio à nova proposta do Banco que foi rejeitada pela assembleia desta segunda-feira (21).
Julgamento do dissídio
Ainda não foi sinalizada nenhuma data para a realização do julgamento do dissídio coletivo movido unilateralmente pelo Banco da Amazônia no Tribunal Superior do Trabalho (TST).
Fonte: Bancários PA







