Nesta quarta-feira, 9 de novembro, a greve dos empregados do Banco da Amazônia completou 44 dias. E para marcar a data, o Sindicato dos Bancários do Pará organizou pela manhã uma manifestação natalina dos trabalhadores na porta da matriz do Banco, em resposta à irônica mensagem de Natal enviada pelo presidente Abidias Junior na última segunda-feira (7).
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Clique aqui para ler a resposta do Sindicato à mensagem do presidente do Banco da Amazônia.
No “ato de natal” dos empregados do Banco da Amazônia havia um Papai Noel às avessas, magrinho, que simbolizava os salários, o PCCS, e as demais verbas salariais dos trabalhadores do Banco. E o saco de presentes do Papai Noel Bancário não estava recheado de presentes como reza a lenda. Estava vazio. Sim, vazio, pois foi isso o que a diretoria do Banco da Amazônia ofereceu de concreto para melhorias das demandas específicas de seus empregados: nada!
Mas o “bom velinho” levou para a manifestação um presente ao presidente Abidias Junior e aos diretores do Banco da Amazônia: uma árvore de natal de 1,5 metros para a sala do presidente e mais umas árvores pequeninas para as mesas dos diretores, todas com bolinhas de natal onde estavam escritas as demandas que eles poderiam dar como presentes para dos empregados: melhores salários, um novo PCCS, maior reembolso no custeio do Plano de Saúde da CASF, melhores condições de trabalho, o ponto eletrônico, contratação de mais bancários, mais segurança, dentre outras.
“Esse ato público serviu para mostrar à direção do Banco da Amazônia que os trabalhadores não querem enfeites natalinos nas agências, nem tão pouco dedicatórias natalinas sem sentido. O que a categoria quer mesmo é salário decente e condições de trabalho dignas. Isso sim faria o natal dos empregados e empregadas do Banco da Amazônia mais feliz”, afirma a presidenta do Sindicato, Rosalina Amorim.
Em busca de celeridade
O vice-presidente do Sindicato e empregado do Banco da Amazônia, Sérgio Trindade, esteve nesta quarta-feira em Brasília em busca de apoio de parlamentares no Congresso Nacional, no sentido de buscar maior celeridade para o julgamento do dissídio coletivo sobre o ACT 2011/2012 dos trabalhadores no Tribunal Superior do Trabalho.
Nunca é demais lembrar que a direção do Banco da Amazônia, unilateralmente, resolveu suspender o processo democrático de negociações sobre o acordo coletivo de seus empregados e remeteu o impasse para ser resolvido no TST, além de ter reivindicando na justiça que a greve dos empregados fosse considerada como abusiva, pedido este negado pelo próprio TST.
Por isso, o Sindicato dos Bancários do Pará orienta a todos os empregados e empregadas do Banco da Amazônia a permanecerem em estado de greve até o dissídio coletivo seja julgado pelo TST.
Fonte: Bancários PA







