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Maior edição da Corrida dos Bancários tem mais de 500 inscritos

10ª Corrida dos Bancários e Bancárias 2014Ter uma vida saudável através de uma boa alimentação e a prática de exercícios tem conquistado novos adeptos a cada dia que passa. A 10ª edição da Corrida dos Bancários e Bancárias, realizada no último domingo de agosto, é uma prova disso. Nesse ano teve o seu maior número de inscritos, 550 competidores e competidoras e uma novidade.

“Esse é o primeiro ano em que a corrida é monitorada através de chip dando maior credibilidade no resultado final. A ideia é de que as próximas corridas sejam da mesma forma”, afirmou o diretor de esportes do Sindicato, Luiz Otávio.

Logo cedo, antes de o sol raiar, muitos deles já se aqueciam, às proximidades do Sindicato, em preparação para a Corrida que teve largada às 6h30. Pouco mais de meia hora depois, o primeiro lugar da categoria deficiente físico chegava. Rosinaldo Itabereci tem 45 anos, há 12 começou a correr e nunca mais parou. A deficiência é sequela de uma poliomielite aos 2 anos de idade.

A paixão de Rosinaldo pelas atividades começou por um acaso como ele mesmo explica. “Fui atrás de um emprego na associação de deficientes. Quando cheguei lá vi que tinha basquete para cadeirante e resolvi me inscrever pensando que assim seria mais fácil eu conseguir o emprego. Eu só não sabia, que na verdade, eu era o primeiro integrante do time de basquetes”.

Menos de cinco minutos depois, o primeiro lugar geral da competição cruza a linha de chegada. Com apenas 27 anos, 6 deles dedicados a corrida de rua, Sidney Eugênio Pantoja conta que essa é a primeira Corrida dos Bancários que ele participa. “Pretendo participar de outras mais, mas confesso que às vezes dá vontade de desistir por falta de patrocínio. Para treinar, gastamos muito tênis, e um calçado adequado para corrida de rua não é barato”, desabafou.

Bancários e bancárias também atletas – Com o tempo de 45 minutos, a bancária da Caixa e ex-diretora do Sindicato, Cristiano Aleixo, subiu ao lugar mais alto do pódio na categoria bancária, 31 a 40 anos. “Apesar de a corrida sempre estar na minha vida, não esperava mesmo por esse resultado, e olha que me apaixonei pela corrida por um acaso. Foi quando mudei de academia e como lá não tinha aeróbico, resolvi compensar na esteira correndo”, comemora.

Quem também ficou surpreso com o resultado foi o bancário do Bradesco, Leandro Cordovil, que já na primeira Corrida dos Bancários, chega em primeiro lugar na categoria bancário, 21 a 30 anos. Para ele a corrida de rua representa qualidade de vida. “Só correndo eu consegui perder 15 quilos”, afirmou.

A 10ª Corrida dos Bancários e Bancárias também atraiu a categoria que trabalha no interior do Pará. Anderson Santos da Caixa Econômica em Cametá, nordeste do Estado, foi um deles.

Assim como na corrida em que os atletas passam por momentos difíceis para alcançar seus objetivos, a presidenta do Sindicato, Rosalina Amorim, lembrou que essa 10º edição do evento também foi organizada com dificuldades. “Apesar de todos os transtornos, o resultado final desse evento está sendo muito gratificante, por isso meus parabéns a todos os competidores e competidoras e também aos patrocinadores e em especial aos organizadores que abriram mão de seus finais de semana para divulgar o evento e hoje acordaram de madrugada para estarem aqui fechando com chave de ouro”, reconheceu.

Igualdade e inclusão - A Corrida dos Bancários e Bancárias também é sinônimo de igualdade e inclusão, pois permite que pessoas com deficiência (física e visual) possam competir junto com os demais atletas, e acima de tudo que essas pessoas mostrem que limites existem para serem superados.

Valdevino Medeiros da Silva Neto, 48 anos, deficiente visual, é a prova disso. Desde os 36 anos começou a correr, durante o percurso ele teve glaucoma e precisou de um guia para continuar.

Na Corrida dos Bancários ele completou o percurso de quase 10km com a ajuda do filho que tem o nome do pai. Valdevino Medeiros da Silva Junior nasceu prematuro com paralisia cerebral e para se locomover precisa de uma cadeira de rodas.

Juntos, pai e filho comemoravam o primeiro lugar na categoria deficiente visual. “Ele é meus olhos e eu, as pernas dele. Estou feliz, alegre com o resultado. Essa foi a primeira Corrida dos Bancários que participei, e ainda esse ano estaremos juntos em outras corridas”, afirmou Valdevino, o pai. O filho, que não largou do pai um minuto sequer, também era só sorrisos com a premiação.

Confira AQUI a classificação dos competidores


Fonte: Bancários PA
Fotos: Marcelo Seabra 

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Curso com delegados sindicais intensifica Campanha Nacional

Curso com os delegados sindicais 2014Ser delegado, delegada ou dirigente sindical hoje em dia é muito mais do que carregar um título, significa abdicar de compromissos pessoais em prol da coletividade. Significa pensar, planejar, elaborar estratégias em busca da democracia e de um futuro melhor para a classe trabalhadora e a sociedade em geral.

E foi exatamente isso que alguns dirigentes e delegados sindicais fizeram na última sexta-feira (29), como forma de intensificar a Campanha Nacional e os preparativos para o plebiscito da reforma política.

“Primeiramente quero parabenizar a categoria pelo Dia do Bancário, que foi marcado por um ato aqui em Belém, para pressionar os banqueiros nas negociações com a Fenaban, e em protesto contra mais um sequestro de uma colega nossa. É por isso que nossa luta por melhores salários e condições de trabalho não pode parar. E essa luta não é só minha, deve ser de cada bancário e bancária, pois só assim mostramos a nossa força e disposição contra a ganância dos banqueiros”, destacou a presidenta do Sindicato, Rosalina Amorim.

Mesa-sobre-reforma-política-durante-o-curso-com-delegados-sindicaisPolítica e sindicalismo no Brasil - Após as saudações da mesa de abertura, o secretário nacional de juventude da CUT, Alfredo Santos Júnior explicou de uma forma bem didática o atual cenário e os desafios da política e o sindicalismo no Brasil.

“De nada adianta, por exemplo, as redes sociais do meu sindicato fazer o sindicalismo no dia-a-dia, se eu enquanto dirigente não faço o mesmo, não compartilho na minha página pessoal. Isso é levar ao debate, a reflexão”, comentou.

Reforma Política - Alfredo Júnior também aproveitou o evento para falar sobre o plebiscito da reforma política. O período de votação acontece entre os dias 1 a 7 de setembro.

“Essa é uma oportunidade pioneira no Brasil que temos de fazer com que a democracia seja de fato representativa da sociedade. Isso só vai ser possível através de uma reforma política. O plebiscito é só o primeiro passo, pois o sistema político precisa de mais. É preciso maior participação popular, transparência, controle do povo sobre o poder político, melhor uso do dinheiro público, entre outras coisas. É também importante que todos saíam hoje daqui com essa consciência e convoque mais pessoas para participar”.

O plebiscito é uma consulta na qual os cidadãos votam para aprovar ou não uma questão, sendo uma oportunidade para que milhões de brasileiros expressem a sua vontade política. Um dos principais pontos dessa reforma será a proibição de que banqueiros e empresários deem dinheiro para a eleição de presidentes, senadores, deputados, prefeitos, vereadores.

A pergunta que será feita às pessoas será: "Você é favorável a uma Assembleia Constituinte e Soberana do Sistema Político?". Se a maior parte das pessoas disser sim, abre-se o processo. Os organizadores estimam que de 10 milhões a 15 milhões vão participar. Haverá postos de votação em várias cidades, aqui em Belém, o Sindicato dos Bancários será uma das seções de votação.

“Com essas assinaturas, a nossa reivindicação chegará ao Congresso e este será pressionado a convocar um Assembleia Constituinte Exclusiva, que por ser exclusiva do sistema político brasileiro é também soberana e terá a voz da população,”, esclareceu a diretora de comunicação do Sindicato dos Bancários e militante da Marcha Mundial das Mulheres, Tatiana Oliveira.

Coquetel da categoria - À noite, ao final do curso, o Sindicato promoveu um coquetel em homenagem ao Dia Nacional dos Bancários e Bancárias, comemorado no dia 28 de agosto. O momento festivo foi animado pela voz e violão de Henrique Sena.

Durante o coquetel foi realizado o segundo e último sorteio da Campanha de Sindicalização e Atualização Cadastral 2014. Dois novos sindicalizados, ambos da Caixa Econômica, faturaram os prêmios. Confira os ganhadores:

André Borges Porto (CEF – Benevides): ganhou um smartphone
Rafael da Costa Sá (CEF – Guamá): ganhou um tablet



Fonte: Bancários PA

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Nova rodada com Banco da Amazônia discute jornada, segurança e isonomia

Segunda-rodada-BASAOcorreu nesta segunda-feira, 1º de setembro, a segunda rodada de negociações específicas entre o Sindicato dos Bancários do Pará, Contraf-CUT e Fetec-CUT Centro Norte com o Banco da Amazônia nesta Campanha Nacional 2014.

Logo no início da reunião de hoje as entidades sindicais criticaram duramente a implementação de medidas unilaterais, como a readequação do quadro de pessoal das unidades anunciadas no Boletim de Serviço nº60 (BS60), divulgado no último dia 25/08.

“É um absurdo, no momento em que entregamos a pauta para renovação do Acordo Coletivo de Trabalho 2014-2015, o banco lançar mão de medidas unilaterais que tumultuam a vida de todos os seus empregados, sem falar dos prováveis prejuízos financeiros e funcionais que a medida pode provocar”, critica a presidenta do Sindicato, Rosalina Amorim.

O Sindicato encaminhou ofício ao banco reivindicando a prestação de todas as informações referentes às mudanças anunciadas no BS60 e estudará as medidas cabíveis para o caso. Além disso, convocará reunião com os empregados afetados por esta reestruturação para tratar sobre as melhores medidas a serem tomadas pela entidade sindical.

“Reiteramos a orientação já divulgada pelo Sindicato no dia 27 de agosto, para ninguém tomar medidas precipitadas neste momento e nem aceitar pressão de gestores, até porque o banco informou que o prazo para manifestação dos empregados passou de 15 para 45 dias. É importante frisar que o banco poderá se utilizar dessa justificativa para possíveis descomissionamentos, como tendo sido feito a pedido do empregado”, reafirma o diretor do Sindicato e empregado do Banco da Amazônia, Cristiano Moreno.

“Outro elemento fundamental nesse momento é que a reestruturação imposta unilateralmente pelo Banco da Amazônia não leva em consideração a realidade das agências, uma vez que a nossa própria pesquisa sobre jornada e condições de trabalho na instituição prova o contrário, ou seja, que há necessidade de mais pessoal nas agências, e essa reivindicação precisa ser atendida nesta Campanha Nacional”, ressalta o vice-presidente do Sindicato e empregado do banco, Marco Aurélio Vaz.

Ponto eletrônico e jornada

Ainda que estejam relacionados, o registro fiel da jornada de trabalho realizada e a garantia do pagamento das horas extras são questões distintas.

A primeira questão tratada sobre esse tema foi a efetiva implantação do ponto eletrônico, uma vez que o atual sistema de ponto eletrônico utilizado pelo Banco da Amazônia se encontra na ilegalidade por não cumprir requisitos básicos da portaria 373 do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Exatamente por conta disso, não há acordo coletivo de trabalho específico com as entidades sindicais dos bancários.

“O ponto eletrônico deve ser fidedigno à jornada realizada pelos empregados, sem a possibilidade de manipulação pelos gestores das empresas, e deve garantir o acesso e acompanhamento das marcações realizadas a todo e qualquer tempo pelos empregados, sem restrições a marcações de jornada extraordinária, e isto não ocorre hoje no banco. Não queremos dizer com isso que tenha que haver horas extras realizadas, mas caso elas ocorram, devem estar fielmente registradas.”, afirma o vice-presidente da Fetec-CN e empregado do Banco da Amazônia, Sérgio Trindade.

As entidades sindicais reivindicaram o pagamento total das horas extras realizadas. O banco afirmou que as horas extraordinárias que são demandadas pelas unidades têm seu pagamento autorizado, mas que a GEPES vem desenvolvendo um trabalho de verificação dessa demanda. Essa questão voltará à mesa oportunamente com um posicionamento da empresa.

“Queremos que todas as horas extras prestadas pelos empregados estejam devidamente registradas no ponto eletrônico, mas que principalmente seja efetuado o respectivo pagamento das mesmas, sem maiores burocracias e autorizações. Poderíamos tratar a questão análoga ao escravo, ou a tese do enriquecimento ilícito, uma vez que muitos empregados com seu trabalho gratuito estão gerando lucros e dividendos aos acionistas”, pontua o secretário de organização da Contraf-CUT, Miguel Pereira.

Ainda em relação à jornada de trabalho, foi reivindicada a retomada do intervalo de 15 minutos dentro da jornada legal de 6 horas para todos, independente de a maioria já estar contemplada pela ação judicial movida pelo sindicato.

Ação sindical

Para reforçar o pedido do pagamento das horas extras, o Sindicato dos Bancários do Pará levou à mesa de negociação o resultado de uma primeira amostragem realizada na grande Belém (matriz e agências) para demonstrar a fraude na marcação e na subtração do pagamento do trabalho extraordinário.

> Clique aqui e veja a síntese desta primeira pesquisa, que abordou um universo de 100 empregados/as do Banco da Amazônia.

O Sindicato dará sequencia a esta iniciativa, buscando inclusive medidas junto aos órgãos competentes, tais como MTE e Ministério Público do Trabalho, para a validação legal destas denuncias.

Segurança bancária

A principal reivindicação dentro desse tema é a efetivação de uma comissão paritária composta por representantes do banco e das entidades sindicais para, permanentemente, adotarem medidas que garantam a integridade física e mental dos empregados, clientes e usuários, bem como a instalação de dispositivos de segurança que auxiliem e prevejam situações de furtos, assaltos e sequestros.

“Uma providência imediata que terá de ser adotada diz respeito à prática de transporte de numerário por bancários, terminantemente proibida pela Convenção Coletiva de Trabalho nacional dos bancários” afirma o diretor da Fetec-CN e empregado do banco, Ronaldo Fernandes.

Este ponto também voltará ao final das rodadas, uma vez que na mesa geral de negociações da Fenaban está em fase de avaliação o projeto piloto realizado de comum acordo entre os bancos e os sindicatos de todo país, que provavelmente indicarão novas medidas a serem acordadas futuramente nos próximos ACT’s.

Isonomia

Isonomia de tratamento para os empregados foi outro ponto tratado nessa segunda rodada com o Banco da Amazônia.

A principal reivindicação nesse eixo foi a extensão de todos os direitos e benefícios a todos os empregados, indistintamente do período de contratação, dentre eles os 31 dias de férias e licença prêmio. O banco negou sumariamente.

Com relação à concorrência seletiva para os cargos comissionados (cláusula 21), o banco informou que já pratica esses critérios para os diversos cargos. As entidades ponderaram para que o banco estenda os critérios para os analistas.

Próxima rodada

A terceira rodada específica com o Banco da Amazônia está agendada para o dia 16 de setembro, a partir das 9 horas, para tratar das demais cláusulas sociais e econômicas.

Avaliação

“Apesar dos debates estarem fluindo, o banco não sinalizou com nada de concreto, deixando somente para o final do processo de negociação a apresentação de uma contraproposta às nossas reivindicações. Somente aí poderemos avaliar se tivemos algum avanço nesse início de campanha nacional no Banco da Amazônia”, afirma a presidenta do Sindicato, Rosalina Amorim.


Fonte: Bancários PA

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Caixa frustra em negocição sobre Funcef, isonomia de direitos e aposentados

Nãos, nãos, nãos. Essa postura intransigente da Caixa Econômica Federal marcou a segunda rodada de negociação da pauta específica de reivindicações da Campanha 2014 com o Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT e assessorado pela Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa).

A reunião foi realizada na última sexta-feira (29), em Brasília, ocasião em que o banco não apresentou contraproposta para solucionar demandas relativas à Funcef, aposentados e isonomia de direitos.

"Desde a primeira rodada de negociações, em 21 de agosto, temos feito propostas detalhadas para cada reivindicação da pauta específica e tínhamos a expectativa de que os negociadores da Caixa trouxessem soluções para itens como saúde do trabalhador, Saúde Caixa, programa de Desempenho de Gestão de Pessoas (GDP), Funcef, aposentados e isonomia", afirma Fabiana Matheus, coordenadora da CEE/Caixa.

Ela lembra que isto não só não aconteceu, como o resultado da negociação desta sexta-feira foi frustrante, sobretudo por não registrar avanços satisfatórios.

Funcef - As negativas da Caixa começaram pelas demandas sobre a Funcef. De início, o banco recusou-se a reconhecer o CTVA como verba salarial para fins de aporte à Fundação, tanto para os que saldaram quanto para os que permaneceram no REG/Replan não-saldado. O banco argumentou não ser viável o reconhecimento do CTVA, informando que o assunto poderá ainda ser avaliado.

Também foi negado o fim da discriminação ao pessoal do REG/Replan não-saldado, de forma a que seja garantido aos participantes deste plano de benefícios da Funcef o direito de migrarem para o PCS 2008 e para o PFG 2010. O entendimento das entidades sindicais é de que a postura da empresa se constitui em retaliação a esses empregados, pelo fato dos mesmos terem simplesmente optado por não aderir ao Novo Plano, algo que lhes foi facultado à época do saldamento. Foi reivindicado ainda o fim da discriminação aos trabalhadores que possuem ações trabalhistas contra a Caixa.

O Comando considera importante o avanço que o GT na Funcef conquistou em itens como auxílio e cesta-alimentação, abono e Pams, cabendo à Caixa a responsabilidade integral por essas demandas. Diante disso, o movimento sindical reivindica que essa mesma situação se reflita também nas questões relacionadas a CTVA, horas extras e outras reivindicações dessa natureza.

Há aproximadamente 14.652 processos e, até maio deste ano, o provisionamento para perda era de R$ 1,69 bilhão, cujo principal objeto é de caráter trabalhista. Como patrocinadora, a Caixa não pode impor o custo desse contencioso nas costas da Funcef e de seus participantes.

A Caixa, por outro lado, mostrou-se disposta a dar continuidade a esse debate, com o intuito de buscar resolver o problema, apesar de considerar difícil uma solução satisfatória, dada a magnitude da situação.

"O não reconhecimento do CTVA é um erro porque nunca foi uma verba variável e faz parte da remuneração. Isso tem representado um prejuízo enorme para o trabalhador e ainda traz uma avalanche de processos contra a Funcef. Temos que nos debruçar nesse assunto e buscar uma solução", completa Fabiana Matheus, que é também diretora de Administração e Finanças da Fenae.

O fim do voto de Minerva, outro ponto crucial defendido pela representação nacional dos empregados, foi negado ainda pelo banco. A Caixa recusou-se também a atender o item da obrigatoriedade de que os indicados para cargos de direção da Funcef sejam empregados em atividade ou aposentados, participantes da Fundação. A alegação é de que essas reivindicações se referem a prerrogativas conferidas pela legislação às patrocinadoras dos fundos de pensão.

Inicialmente irredutível para a exigência de corrigir as verbas salariais das mulheres pré-79, que se aposentaram antes do ano de 1979 ganhando menos que os homens, a Caixa acenou com a proposta de levar novamente esse assunto para uma reavaliação. Atualmente, existem 4.700 mulheres nessa situação a um custo atuarial e financeiro que totalizam R$ 48 milhões, com base nos números de abril deste ano. São mulheres que se aposentaram proporcionalmente.

Os dirigentes sindicais cobraram informações a respeito do processo de incorporação do REB pelo Novo Plano. Em resposta ao pedido, os representantes da Caixa comunicaram que o assunto está sob apreciação da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) e das áreas técnicas da própria empresa e da Funcef.

Aposentados - O debate sobre as reivindicações relativas aos aposentados foi iniciado com dois registros. Um deles diz respeito à participação de Edgar Antonio Lima, que assume a presidência da Fenacef com a morte recente de Décio da Carvalho, passando a integrar a CEE/Caixa.

O outro registro esteve relacionado ao Dia do Bancário, comemorado na data de 28 de agosto. Foi ressaltada, nesse particular, a força da categoria bancária, uma das únicas no país que possui uma Convenção Coletiva de Trabalho válida para todos os bancários (públicos e privados).

Na Caixa, o reconhecimento do empregado como integrante da categoria se deu a partir da greve de 1985, quando em 30 de outubro daquele ano os trabalhadores fecharam 100% das agências e unidades da empresa em todo o país, para exigir jornada de trabalho de seis horas e o reconhecimento à condição de bancários, o que implicava em direito à sindicalização.

Uma das demandas para os aposentados na pauta de reivindicação específica é a extensão do Saúde Caixa aos trabalhadores que se aposentaram por meio de Programa de Apoio à Demissão Voluntária (PADV). A Caixa mostra-se disposta a debater o assunto, caso haja uma nova variável a respeito do tema.

No momento, porém, a posição é de não atendimento da reivindicação, considerada pela empresa financeiramente inviável.
O fim dessa injustiça e discriminação contra 4.765 pessoas é um dos itens da pauta específica da Campanha 2004. Para reafirmar essa luta, o Comando tem reunido dados para realizar estudo com o objetivo de apresentar uma nova variável ao banco.

A Caixa não avançou também no quesito da extensão do auxílio e da cesta-alimentação a todos os aposentados e pensionistas, inclusive aos desligados por PADV. Ficou, porém, de apresentar o quantitativo de ações transitadas em julgado com decisões desfavoráveis aos empregados. Foi negado ainda o pagamento de abonos e PLR aos aposentados e pensionistas.

Em relação à criação de um programa de renegociação de dívidas, com taxa de juros que viabilize o pagamento do débito, sem comprometer a sobrevivência de todos os empregados nessa situação, os representantes do banco informaram que estão realizando um programa-piloto, devendo apresentá-lo até março de 2015. O Comando solicitou mais informações a esse respeito, para que possa contribuir com essa discussão.

Ficou mantida a isenção de taxas e tarifas aos aposentados e pensionistas, na mesma proporção oferecida aos empregados em atividade. A luta, agora, é para garantir que o benefício esteja em acordo coletivo.

Isonomia de direitos - O Comando voltou a cobrar equiparação de direitos de todos os empregados em relação à licença-prêmio e ao Adicional por Tempo de Serviço (ATS). Ambas as reivindicações foram consideradas complexas pela Caixa, que alegou a falta de autorização por parte dos controladores para tratar desses temas nas negociações específicas. 

Houve protesto e o Comando insistiu para que o banco apresente os números a respeito de eventuais impactos, caso a extensão desse direito seja concedida aos demais bancários. Cobrada a esse respeito, a Caixa se comprometeu a fazer esse estudo.

No debate sobre a revisão da Estrutura Salarial Unificada (ESU) e do Plano de Cargos e Salários (PCS) da carreira administrativa com valorização salarial, o Comando reivindicou um plano similar ao que foi feito para a carreira profissional, mas o banco alegou dificuldade financeira e quantidade de empregados para atender ao pedido.

Foi pleiteada uma avaliação do PCS de 2008, tendo em vista que esse plano completou seis anos. O entendimento é de que seria importante fazer essa avaliação com base no quadro de pessoal e outras questões igualmente pertinentes. A Caixa se comprometeu a analisar essa possibilidade.

O Comando voltou a cobrar da Caixa a participação irrestrita em PSI para optantes do REG/Replan, assim como a eliminação de toda e qualquer discriminação em processos seletivos internos, estágio probatório ou qualquer outra situação, em razão de idade, pessoas com deficiência, orientação sexual, gênero, etnia ou qualquer outra condição, incluindo empregados aposentados pelo INSS que permanecem em atividade.

A resposta da Caixa foi de que não existe orientação para que ocorra qualquer tipo de discriminação. Na ocasião, inclusive, foi formalizada a denúncia de que, Brasil afora, mulheres gestantes com funções gratificadas vêm perdendo esses cargos sumariamente pelo simples fato de estarem grávidas.

A Caixa ainda recusou-se a manter as gratificações dos empregados envolvidos em processos de apuração sumária, até que a situação seja concluída. Os dirigentes sindicais reivindicaram o direito à ampla defesa para esses empregados, o que vem sendo negado peremptoriamente pelo banco.

Para reforçar o pedido de manutenção das gratificações, os representantes dos empregados relataram um caso ocorrido em Curitiba (PR), na agência Comendador, pelo qual o empregado Airton Malaski foi punido com a perda da função devido a ter sido testemunha em ação perpetrada por uma bancária aposentada. A Caixa ficou de apurar a denúncia, alegando que tal procedimento não possui amparo nos normativos da empresa.

Foram pontuados ainda os problemas vivenciados pelos dirigentes sindicais liberados e a empresa ficou de retornar com uma posição.

Vale-Cultura - A representação nacional dos empregados reivindicou a concessão do vale-cultura a todos os trabalhadores. O benefício é uma conquista da Campanha 2013, mas contempla apenas os empregados que recebem até cinco salários mínimos, o que representa menos de 25% do quadro total de empregados do banco.

A proposta do Comando prevê, no entanto, desconto zero para quem ganha até cinco salários mínimos e desconto variando de 10% a 60% para faixas salariais acima desse valor. A Caixa ficou de analisar essa proposta.

Avaliação - O Comando avalia que a Caixa precisa apresentar uma proposta decente para o desfecho das negociações específicas da Campanha 2014. Isto é visto como fundamental para que sejam atendidas as expectativas dos trabalhadores, tanto em relação às reivindicações específicas como quanto às demandas gerais tratados na mesa única de negociações da categoria com a Fenaban.

Segundo Fabiana Matheus, "os empregados estão dispostos a seguir com a luta na campanha deste ano, não só por aumento real e PLR digna, mas também por valorização do piso, isonomia, contratação de pessoal, saúde e condições de trabalho, Funcef, Saúde Caixa para os desligados por PADVs respeito à jornada de seis horas, Sipon e por medidas efetivas de segurança bancária. O momento, agora, é de mostrar força".

Novas rodadas - Nas próximas rodadas, que ocorrerão nos dias 8 e 12 de setembro, serão negociados os temas segurança bancária e terceirização, que seriam discutidos na reunião desta sexta-feira. Nessas ocasiões, haverá ainda debates sobre carreira, contratação de pessoal, condições de trabalho, jornada de trabalho/Sipon e organização do movimento.

Mobilização - O Comando reforça a orientação às entidades sindicais de todo o país para que intensifiquem a mobilização e realizem na próxima semana em todos os locais de trabalho o plebiscito popular sobre o sistema político, que acontecerá de 1º a 7 de setembro.

Uma das formas de garantir a participação dos empregados é a utilização pelos sindicatos das mesmas urnas e dos mesmos roteiros usados por ocasião das eleições sindicais.


Fonte: Contraf-CUT com Fenae

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Bancos negam haver discriminações e relegam reivindicações sobre igualdade

Banqueiros relegaram pautas de reivindicação dos bancários sobre igualdade de oportunidadesAssim como aconteceu com os temas de saúde, condições de trabalho e segurança bancária, os bancos também não fizeram propostas para as reivindicações sobre igualdade de oportunidades defendidas nesta quinta-feira 28 pelo Comando Nacional dos Bancários, no encerramento da segunda rodada de negociações da Campanha 2014.

Os bancos voltaram a negar que haja discriminações de gênero, raça e orientação sexual nos locais de trabalho e protelaram mais uma vez a apresentação dos resultados do II Censo da Diversidade realizado entre 17 de março e 9 de maio.

“Os banqueiros insistem em fazer vista grossa para o preconceito que existe contra as mulheres, negros, contra os não heterossexuais, dentro dos bancos. As mulheres, por exemplo, representam a metade do tamanho da nossa categoria, mas recebem menos que os homens, ocupam menos cargos de direção que os homens, são vítimas constantes do assédio sexual, e os banqueiros acham que não existe desigualdade nos bancos. Está claro que somente com a nossa luta reverteremos essa situação”, afirma a presidenta do Sindicato dos Bancários do Pará, Rosalina Amorim, que esteve em São Paulo acompanhando essa segunda rodada de negociação.

Os negociadores da Fenaban disseram que o resultado do II Censo ainda não foi concluído e que se reunirão na próxima semana com a consultoria que coordenou a pesquisa, comprometendo-se a trazer os resultados na primeira quinzena de setembro.

"Essas informações são fundamentais porque permitirão comparar com os dados do primeiro Censo, de 2008, e avaliar se as discriminações foram corrigidas ao longo desses cinco anos", afirma Andrea Vasconcelos, secretária de Políticas Sociais da Contraf-CUT e coordenadora da Comissão de Gênero, Raça e Orientação Sexual (CGROS).

Em 2008, as mulheres ganhavam 78% dos salários dos homens e encontravam mais obstáculos para a ascensão profissional. Além disso, apenas 19,5% dos bancários eram negros ou pardos, com ganho médio de 84,1% do salário dos brancos. E a categoria tinha somente 8% de mulheres negras.

Dados da Rais (Relação Anual de Informações Sociais) de 2012 revelam que a presença de pretos e pardos na categoria bancária era de 17,1%, o que demonstra que houve uma redução da população negra trabalhando nos bancos.

Cota de 20% para negros

Por conta dessa discriminação, o Comando Nacional cobrou a reivindicação de um percentual mínimo de 20% de negros nas contratações dos bancos. Os negociadores da Fenaban, no entanto, foram enfáticos em afirmar que não gostam e não aceitam nenhuma política de cotas.

Mulheres são discriminadas

As mulheres são metade da categoria há vários anos e possuem escolaridade superior aos homens, mas ganham menos e enfrentam barreiras na ascensão profissional.

Contra as alegações dos bancos de que não há discriminações, o Comando apresentou na mesa os dados do Caged do primeiro semestre deste ano, mostrando que as mulheres já entram no banco ganhando 24% menos que os homens, na média.

Se pegarmos os cargos de auxiliares e assistentes administrativos, a diferença aumenta para 29%. E na gerência de marketing, por exemplo, as mulheres ganham 22% menos que os homens contratados.

Os dirigentes sindicais também apontaram a ausência de mulheres nos altos cargos executivos de quase todos os bancos. Os negociadores da Fenaban não contestaram as informações, mas não apontaram soluções para combater as discriminações.

PCS

Os bancários reivindicam que os bancos disponibilizem a relação de cargos na empresa com suas definições técnicas, assim como os critérios necessários para essas funções.

Os negociadores da Fenaban disseram que os grandes bancos já disponibilizam suas "trilhas" na intranet e estão à disposição dos bancários e que, portanto, não haveria necessidade de incluir esse tema na Convenção Coletiva dos Bancários.

Assédio sexual

Diante da gravidade desse problema na categoria, a Contraf-CUT relançou em julho a cartilha Combate ao Assédio Sexual, com informações e orientações sobre como enfrentar situações que violem a Lei 10.224/2001, que alterou o Código Penal de 1940 e passou a considerar o assédio sexual como crime, com pena de detenção de um a dois anos.

Os bancos concordaram que essa é uma prática inaceitável e que deve ser combatida, porque prejudica o ambiente de trabalho. No entanto, se recusaram a incluir qualquer aspecto desse tema na Convenção Coletiva. Concordaram apenas em fazer uma campanha conjunta com os sindicatos de combate ao assédio sexual.

PCD

Os bancos rejeitaram ainda a reivindicação apresentada pelo Comando de abono das ausências para reparo, conserto, manutenção e aquisição de órtese e prótese dos trabalhadores com deficiência (PCD).

Os dirigentes sindicais consideraram essa posição uma discriminação contra os trabalhadores com deficiência, uma vez que qualquer bancário que sofra alguma contusão e necessite ir ao médico, por exemplo, terá a ausência abonada via atestado médico, ao passo que os PCD não possuem nenhum instrumento similar que os proteja.

"Os banqueiros alegam que não é necessário incluir o assunto na Convenção Coletiva porque não existe demanda, uma vez que, segundo eles, quando algum trabalhador com deficiência necessita se ausentar ele tem a anuência. Mas nós queremos garantir isso na Convenção para se tornar um direito e não um favor do gestor", diz Andrea Vasconcelos.

Mobilização para o plebiscito

Na reunião de avaliação, que fez ao final da rodada de negociação com a Fenaban, o Comando Nacional reforçou a orientação às entidades sindicais de todo o país para que intensifiquem a mobilização e realizem em todos os locais de trabalho o plebiscito popular pela reforma política que acontecerá de 1º a 7 de setembro.

O Comando sugere que as entidades utilizem para o plebiscito as mesmas urnas e os mesmos roteiros das eleições sindicais.

Calendário de negociações da Campanha 2014

Agosto
29 - Segunda rodada específica com a Caixa

Setembro
1º - Começa o plebiscito popular sobre a reforma política
1º - Segunda rodada de negociação específica com o BB
1º - Segunda rodada de negociação específica com o Banco da Amazônia
2 - Negociação específica com o Santander
5 - Segunda rodada de negociação específica com o BNB
3 e 4 - Terceira rodada de negociação com a Fenaban
10 e 11 - Quarta rodada de negociação com a Fenaban
12 - Terceira rodada de negociação específica com o BB
12 - Terceira rodada de negociação específica com o BNB
15 - Quarta rodada de negociação específica com o BNB


Fonte: Contraf-CUT

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