Seeb PA/AP

Home Clipping Online - Bancários

Notícias

Banco da Amazônia apresenta trabalho para gestão de pessoas nesta quinta (31)

Entidades sindicais querem participar ativamente do processo de elaboração do novo modelo de Gestão de Pessoas do bancoA Contraf-CUT, o Sindicato dos Bancários do Pará e a Fetec-CUT Centro Norte foram convidadas pelo Banco da Amazônia a participar nesta quinta-feira (31), em Belém, da reunião que dará início ao trabalhos da Delloitte. A consultoria foi vencedora do certame que irá elaborar o novo modelo de Gestão de Pessoas do banco.

"Essa primeira reunião é muito importante porque demonstra que, enfim, iniciaram os trabalhos para a construção do novo Plano de Cargos e Salários, maior reivindicação dos funcionários do Banco da Amazônia nos últimos anos. Garantir a transparência e o acesso a todas as informações durante o processo de construção do novo PCS é fundamental, para que todo corpo funcional acompanhe esse trabalho e, ao final, não seja surpreendido com situações indesejáveis", avalia Miguel Pereira, secretário de Organização do Ramo Financeiro da Contraf-CUT.

“Esperamos que esse seja o pontapé inicial de um processo dinâmico e que tenha participação efetiva das entidades representativas dos trabalhadores. Esperamos também que esse novo modelo diminua as disparidades que existem hoje, afinal os empregados do Banco da Amazônia são os que têm a pior remuneração entre todos os empregados de bancos públicos, além disso, o Banco da Amazônia é o único que não patrocina sua Caixa de Assistência de saúde, o que compromete boa parte dos salários de todo o funcionalismo”, afirma o diretor jurídico do Sindicato e empregado do banco, Cristiano Moreno.

O novo modelo de Gestão de Pessoas abrange a elaboração do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração e a reestruturação do RH. O sistema está defasado há muito tempo, com graves distorções na política de remuneração do funcionalismo, praticando inclusive pagamento diferenciado, nas mesmas funções e cargos.

"Ao longo dos últimos anos, com muita luta durante as negociações salariais, tivemos várias vitórias, como reajustes superiores aos pisos, mais próximos dos demais bancos federais, mas mesmo assim sem igualá-los. Também conseguimos recentemente estabelecer o mesmo valor de comissão de função para um grande número de funcionários, equiparando o valor da comissão entre supervisor de matriz e de agências. Mas muito ainda precisa ser feito", explica Miguel, que coordena a mesa de negociação pela Contraf-CUT.

O próprio banco tem percebido as dificuldades das suas políticas de RH para reter e desenvolver talentos. Muitos bancários tomam posse e logo após o período de 90 dias pedem demissão pela falta de estímulos e expectativas de carreira.

A previsão é que a conclusão do novo modelo de Gestão de Pessoas ocorra em até 2 anos e 9 meses, sendo 15 meses para implantação total e os outros 18 para consultoria e ajustes.

“A expectativa dos empregados é ter a valorização da remuneração, um processo de encarreramento justo, além da criação de possibilidades de crescimento na empresa. Esperamos que o trabalho a ser desenvolvido leve em consideração a especificidade das atividades dos empregados aqui na região, que é bem diferente das grandes e mais ricas metrópoles, uma vez que temos a maior extensão territorial, sem contar as dificuldades de locomoção e comunicação. É importante que o banco dê lucros sim, mas que sobretudo cumpra com sua missão na região, através do crédito de fomento para o desenvolvimento da Amazônia”, destaca o vice-presidente da Fetec-CN e empregado do banco, Sérgio Trindade.

"Diante de tantas expectativas e necessidades reais de alterações, para além das etapas de apresentações dos resultados dos trabalhos de cada etapa, precisamos garantir efetivamente um processo negocial em torno do assunto. Até porque, ao final de todos os trabalhos, será preciso implantar um período de migração e de livre adesão dos atuais funcionários, e por isso é importante garantir a melhor proposta de PCS", ressalta Miguel Pereira.

Para ele, o trabalho está apenas começando. "Será necessário muito mais luta e unidade de todas as entidades representativas do funcionalismo para assegurarmos de maneira definitiva a conquista de um PCS justo, transparente e adequado às necessidades do funcionalismo", conclui o diretor da Contraf-CUT.


Fonte: Bancários PA e Contraf-CUT

Joomla Templates and Joomla Extensions by JoomlaVision.Com
 

Interferência de bancos é inadmissível, diz Dilma em sabatina da imprensa

A presidente Dilma Rousseff fez na segunda (28) uma defesa enfática da política econômica de seu governo. Afirmou que não faz uma avaliação "otimista, mas realista" da economia. Apontou a existência de um "jogo de pessimismo inadmissível" no setor, "como na Copa do Mundo", atribuiu o crescimento lento à crise internacional e reafirmou que a inflação está controlada. Ela se negou a antecipar nomes para a equipe econômica no caso de eventual segundo mandato. "Sou supersticiosa".

Questionada sobre a substituição - ou manutenção - de Guido Mantega no Ministério da Fazenda e Alexandre Tombini no Banco Central, Dilma lembrou o episódio em que Fernando Henrique Cardoso sentou-se na cadeira de prefeito de São Paulo antes da eleição, em 1985, e depois perdeu para Jânio Quadros: "A última vez que botaram o carro na frente dos bois, sentaram na cadeira do prefeito antes e perderam a eleição."

Em sabatina promovida pelo jornal "Folha de S. Paulo", UOL, SBT e rádio Jovem Pan, Dilma afirmou que usam "dois pesos e duas medidas" para julgar o seu governo no combate à alta dos preços. "A inflação não está descontrolada e vai ficar dentro da banda", pontuou. "Eu te asseguro que, considerando a inflação anualizada, ela estará abaixo do limite superior da meta". Advertida de que a inflação ultrapassou o teto da meta, ela retificou que está "0,02% acima do teto", mas "em trajetória decrescente".

A presidente relatou que os países desenvolvidos passam por uma "modestíssima recuperação", citando Estados Unidos, Japão, China e Índia. Ao contrário, observou que o Brasil mantém uma "taxa de crescimento acima da média internacional" e enfrenta "da forma mais corajosa a mais grave crise econômica que o mundo passou desde 2008". Neste ponto, questionada se o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se equivocou ao afirmar que se tratava de uma "marolinha", Dilma respondeu que houve erro de avaliação. "Todos erramos" porque "a gente não tinha ideia do grau de descontrole do sistema financeiro internacional".

Dilma voltou a afirmar que não se concretizou a "tempestade perfeita" anunciada no ano passado. Citou como escudos de proteção brasileiros as reservas internacionais no valor de US$ 380 bilhões, a "política monetária ativa" do Banco Central e o processo "positivo" em relação ao mercado.

Ao falar sobre o episódio do Santander - que enviou aos clientes um comunicado advertindo que a ascensão de Dilma nas pesquisas afetava negativamente a economia -, a presidente afirmou que se trata de uma especulação contra o país: "Acho muito perigoso especular em situações eleitorais, acho que é inadmissível para qualquer país, principalmente para a sétima economia do mundo, aceitar qualquer nível de interferência de qualquer integrante do sistema financeiro de forma institucional na atividade eleitoral e política."

Ela advertiu que vai ter uma "atitude bastante clara em relação ao banco", mas não antecipou qual será esta medida. Classificou o pedido de desculpas do banco como "protocolar" e disse que vai buscar uma brecha em sua agenda para se reunir com o CEO da instituição.

A presidente aposta no horário eleitoral para crescer nas pesquisas: "Não há grau de conhecimento razoável sobre tudo que o governo federal fez, acredito na capacidade de colocar as coisas às claras."

Relativizou o efeito da polêmica sobre a compra da refinaria de Pasadena pela Petrobras na campanha. Segundo ela, o episódio mostra que ela sempre teve uma "conduta decente" nos cargos públicos, já que foi isentada de responsabilidade por decisão do Tribunal de Contas da União (TCU).

Em dois momentos alfinetou seu principal adversário, o tucano Aécio Neves. Questionada sobre o impacto da corrupção do PT na campanha, especialmente no caso do mensalão, ela rebateu. "O mensalão foi investigado, o mensalão mineiro não". Advertida de que o processo continua tramitando contra o ex-deputado Eduardo Azeredo (PSDB-MG), porém na primeira instância - depois que ele renunciou ao mandato -, Dilma provocou: "E o que você acha que vai acontecer?"

Também lembrou que o tucano criticou o governo pelos subsídios à indústria: o governo petista investiu, segundo ela, R$ 200 bilhões no programa Brasil Maior. "Diziam que a gente tinha de parar de subsidiar a indústria", afirmou.

Ela rebateu as críticas de Aécio ao programa Mais Médicos, que paga subsídios menores aos médicos cubanos. "Isso não é salário. Pelo amor de Deus, é bolsa", respondeu, afirmando que se trata de convênio entre o Brasil, Cuba e a Organização Panamericana da Saúde (Opas), braço da ONU.

Por fim, foi questionada sobre guardar R$ 152 mil em espécie em casa, conforme declarado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ela disse que guarda recursos em moeda por costume, desde quando era perseguida política. Perguntada se não importava em perder os rendimentos desse dinheiro retrucou: "O que são R$ 10 mil?" Depois de segundos de silêncio, completou: "Dez mil são muita coisa, eu sou mineira."


Fonte: Valor Econômico

Joomla Templates and Joomla Extensions by JoomlaVision.Com
 

Bancos sobem juros mesmo após Copom manter taxa Selic em 11% ao ano

JurosOs bancos continuaram elevando as taxas de juros às pessoas físicas em diversas modalidades, apesar de a taxa básica, a Selic, estar parada no patamar de 11% ao ano desde o dia 3 de abril.

Naquele mês, o cheque especial custava, em média, 161,8% ao ano. Em maio, esse tipo de empréstimo subiu para 168,5% ao ano. Em junho, atingiu 171,5%.

O crédito pessoal não consignado passou por um movimento um pouco diferente. Depois que a taxa básica (Selic) atingiu 11%, o juro nessa modalidade caiu (de 99,2% ao ano, em abril, para 97,5%, em maio) e depois subiu em junho, para 100,3% ao ano.

No caso do crédito consignado, aquele em que o tomador paga por meio de um desconto automático em seu salário, houve um pequeno aumento, passando de 25,3% para 25,6%.

Para comprar de veículos, as taxas de juros tiveram uma pequena alta, de 22,6% em abril para 23% em maio e junho. Já para aquisição de outros bens houve um aumento de abril para maio (77,3% para 28,2%) e depois uma ligeira queda, para 77,8% em junho.

No caso do financiamento imobiliário, os bancos cobravam 9,2% em abril, passaram para 9,5% em maio e agora voltaram aos 9,2% em junho.

Todas essas taxas são médias, ou seja, cada tomador pode ter obtido um custo maior ou menor, dependendo da disposição da instituição financeira em emprestar e do relacionamento que cada cliente tem com o banco.


Fonte: Blog Achados Econômicos - UOL

Joomla Templates and Joomla Extensions by JoomlaVision.Com
 

Após anos de especulações, Bradesco vende fatia da Scopus para IBM

Depois de anos de especulações envolvendo o assunto, o Bradesco anunciou, ontem, a venda de parte da Scopus, sua empresa de tecnologia da informação (TI) para a IBM. Pelo desenho do negócio, a companhia americana ficará com toda a área de serviços da empresa brasileira, que envolve as atividades de suporte técnico e manutenção de equipamentos e sistemas. O valor da transação não foi revelado.

A divisão, batizada de Scopus Serviços, responde por dois terços do faturamento líquido da Scopus que, em 2013, foi de R$ 600 milhões - 5% a mais que em 2012. O Bradesco manterá sob seu controle a Scopus Soluções em TI, de atividades de consultoria e desenvolvimento de tecnologia.

O vice-presidente do Bradesco e presidente da Scopus, Maurício Minas, destacou que o contrato envolve a transferência de todos os ativos da área de serviços, incluindo contratos e 2,4 mil de seus mais de 3 mil funcionários. Atualmente, a Scopus Serviços é responsável pela gestão de um parque de 30 mil máquinas do Bradesco instaladas em agências e pontos de atendimento em todos os municípios brasileiros. Além disso, a unidade atende 100 empresas de setores como telecomunicações e varejo.

De acordo com Minas, a venda da unidade de serviços da Scopus justifica-se por ser de uma atividade não financeira, não relacionada, portanto, com o foco de atuação do banco. "Estávamos limitados em relação ao crescimento." Segundo o executivo, a área representava mais custos do que receitas e, por isso, não deve trazer impactos significativos para os resultados da instituição. Além de reduzir as necessidades de investimentos para apoiar a evolução do negócio, a ideia é conseguir redução de preços em alguns dos serviços contratados.

As negociações com a Big Blue - como a IBM é conhecida - levaram 10 meses.

Para a companhia americana, o negócio representa um avanço importante na prestação de serviços no Brasil. Nos últimos dois anos, ela tem investido para aumentar sua presença em empresas de médio porte e também sua presença física por meio da abertura de escritórios fora do eixo Rio-São Paulo. Com a Scopus Serviços, a IBM ganha 150 filiais espalhadas pelo país onde ficam alocados técnicos e peças de reposição.

A expectativa é que com sua escala, a IBM obtenha ganhos de produtividade que resultem em menores custos e, consequentemente, preços mais baixos para os clientes. "Nosso propósito ao assumir essa operação gigante é levar ainda mais segurança e disponibilidade aos clientes do banco. Para isso, vamos utilizar tecnologias analíticas de ponta que aceleram o processo de identificação e resolução de problemas", disse Rodrigo Kede, presidente da IBM, em comunicado.

Desde o fim dos anos 90 a IBM vem direcionando suas operações para os segmentos de software e serviços, que são mais rentáveis que seu negócio tradicional, a venda de equipamentos. Atualmente, a Big Blue tem se concentrado na oferta de sistemas por meio da internet no modelo conhecido como computação em nuvem e também em ferramentas que ajudam empresas e governos a lidar com grandes volumes de dados.

Criada em 1975, a Scopus foi comprada pelo Bradesco em 1989. Na época, o mercado brasileiro de TI vivia os tempos da reserva de mercado, política que incentivava o desenvolvimento de tecnologias nacionais, já que as importações eram restritas. Os bancos então investiram em companhias de tecnologia próprias para ter acesso aos recursos necessários para o seu crescimento. Foi nesse período que nasceram nomes como a Cobra, do Banco do Brasil (hoje BB Tecnologia e Serviços, ou BBTS) e a Itautec, do Itaú.

Com a abertura do mercado e o aumento da competição no mercado de TI, no entanto, manter uma companhia própria deixou de fazer tanto sentido para os bancos. No ano passado, o Itaú fez um movimento semelhante, passando 70% de sua área de serviços para a japonesa Oki.

"Com o tempo, ficou muito caro manter essas estruturas", disse Minas. Se essa é a avaliação para os serviços, o mesmo não vale para a área de desenvolvimento de tecnologia, na lógica do Bradesco. De acordo com o executivo, a unidade, que agora conta com 700 pessoas, tem um valor estratégico para o banco, principalmente para o desenvolvimento de iniciativas na área atendimento digital a correntistas. Na divisão também estão informações sobre a segurança do banco. "[Essa área] nos permite inovar e nos dá diferencial competitivo em algumas situações. E essas operações a gente não quer passar para um terceiro", afirmou. O plano, por enquanto, é manter apenas o Bradesco como cliente.

Com a Scopus Soluções, o banco mantém a participação de 49% na joint venture feita em 2011 com a americana NCR para a fabricação de caixas eletrônicos na cidade de Manaus.


Fonte: Valor Econômico

Joomla Templates and Joomla Extensions by JoomlaVision.Com
 

Justiça afasta Imposto de Renda sobre terço constitucional de férias

Profissionais ligados a pelo menos cinco entidades de classe estão isentos de pagar o Imposto de Renda (IR) sobre o terço constitucional de férias. A possibilidade, concedida por decisões de primeira e segunda instâncias, refletem uma discussão polêmica. Atualmente, há pelo menos 16 ações sobre o tema em andamento, com decisões conflitantes. Entre as associações que conseguiram o benefício estão as que representam delegados da Polícia Federal, técnicos e auditores da Receita Federal.

A discussão tributária, que deve ser uniformizada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), preocupa a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), que vê um "poder multiplicador" nessas demandas. De acordo com estimativas da procuradoria, o não recolhimento do Imposto de Renda sobre o terço de férias pelos setores públicos e privados nos próximos três anos traria impacto de R$ 13,37 bilhões aos cofres públicos.

Nos processos judiciais, as entidades pedem que seus associados não tenham que recolher o IR - com alíquota de até 27,5% - sobre o adicional de férias, correspondente a um terço do salário. O percentual é retido na fonte pelos empregadores.

Na Justiça, os debates têm girado em torno da natureza da verba trabalhista. Caso o terço constitucional seja considerado uma indenização, não haveria incidência do imposto. Por outro lado, se a verba for salarial, seria devido o IR. "Uma verba considerada indenizatória está cumprindo o papel de repor um dano anterior. Desta forma, o trabalhador não está auferindo uma renda nova", diz a advogada Letícia Prebianca, do Siqueira Castro Advogados.

Ao decidirem sobre o tema, alguns magistrados têm considerado que o STJ já deu a palavra final sobre a natureza da verba em fevereiro. Na época, ao finalizar o julgamento de um processo da Hidrojet, os ministros da 1ª Seção da Corte entenderam, por unanimidade, que não incide contribuição previdenciária sobre o adicional.

O precedente foi utilizado pela Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal, que conseguiu decisão favorável em outubro de 2013. Para o juiz Bruno César Bandeira Apolinário, da 3ª Vara Federal do Distrito Federal, não é possível fazer a diferenciação entre o IR e a contribuição previdenciária. "O caso do Imposto de Renda não se distingue das contribuições previdenciárias porque, possuindo natureza indenizatória, a verba não traz acréscimo patrimonial ao trabalhador", afirma na decisão.

A advogada que representa a associação no processo, Ana Maria Vaz de Oliveira, do Torreão Braz Advogados, defende na ação que não existe previsão legal para cobrança do Imposto de Renda. "O escopo [do terço constitucional] é indenizar o servidor que trabalhou o ano todo, para que ele possa descansar, sem prejuízo de suas despesas cotidianas", diz.

Também já conseguiram decisões favoráveis o Sindicato Nacional dos Técnicos da Receita Federal (Sindireceita), a Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Unafisco Nacional), a União dos Advogados Públicos Federais do Brasil (Unafe) e o Sindicato dos Servidores Públicos Federais no Distrito Federal (Sindsep/DF).

O entendimento, entretanto, nem é sempre favorável ao trabalhador. Exemplo disso é uma decisão do juiz José Márcio da Silveira e Silva, da 7ª Vara Federal do Distrito Federal, dada em processo proposto pela Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais (Fenaprf). "Afirma a autora, para sustentar a inexigibilidade do Imposto de Renda, que a parcela teria natureza indenizatória. No entanto, pergunto, qual seria o prejuízo, o dano, que o terço constitucional de férias visaria indenizar?", questiona o magistrado.

A posição é defendida também pela PGFN. Para o procurador João Batista de Figueiredo, coordenador-geral da representação judicial da PGFN, o Imposto de Renda e a contribuição previdenciária têm finalidades diferentes e, portanto, não seria possível comparar as hipóteses de incidência. "Entendemos que não existe como enquadrar [o terço constitucional] como de natureza indenizatória. Ele representa um aumento efetivo de renda", diz.

O tema poderá, em breve, ser pacificado pelo STJ. Em março, após receber recurso interposto pelo Estado do Amapá, o ministro Benedito Gonçalves encaminhou o assunto à 1ª Seção, responsável por uniformizar o entendimento da Corte.

No processo, que envolve uma pessoa física, o Estado do Amapá conseguiu provar que existem entendimentos divergentes entre a Turma Recursal dos Juizados Especiais do Estado do Amapá - que decidiu pela tributação - e decisões anteriores do próprio STJ pela não incidência sobre o terço de férias.

Para o advogado Leonardo Mazzillo, do WFaria Advogados, se julgar pela não tributação, o STJ manteria a "coerência". "O fato de a discussão envolver um tributo ou outro não altera a natureza do terço constitucional de férias", afirma.


Fonte: Valor Econômico

Joomla Templates and Joomla Extensions by JoomlaVision.Com
 
Página 1 de 439

Publicações Digitais

Revista dos Bancários
Jornal dos Bancários

sms4

Siga-nos

  • Facebook: bancariospa
  • Twitter: sindibanpa
  • YouTube: sindibanpa/videos

Belém

Sede: Rua 28 de setembro, 1210 Reduto. CEP: 66053-355 - Belém - Pará Fone: (91) 3344-7799
Fax: (91) 3344-7764
veja-no-mapa

Marabá

Subsede: Rua 5 de abril, 990 (altos) Marabá Pioneira
CEP: 68500-040 - Marabá - Pará
Fone: (94) 3322-3276
veja-no-mapa 

Santarém

Subsede: Ed. Augusto Coimbra
Trav. 15 de agosto, 19-B, sala 01
Centro. CEP: 68005-300 - Santarém-PA
Fone: (93) 3064-5579
veja-no-mapa